Entenda seus direitos caso a nova jornada 5x2 seja aprovada.
Atualizado em 01/07/2026 às 02:52
O "fim da escala 6x1" ainda não é lei, mas já existe acordo político e projetos em tramitação no Congresso Nacional para reduzir a jornada semanal de trabalho. Na prática, o objetivo é garantir dois dias de descanso ao trabalhador, sem redução de salário, ainda em 2026, se as propostas forem aprovadas.
📌 O QUE É A ESCALA 6x1 HOJE?
⚖️ Hoje, a Constituição e a CLT permitem jornadas de até 8 horas por dia, com limite de 44 horas semanais, além da obrigatoriedade de 1 dia de descanso semanal remunerado.
📍 Na prática, isso permitiu a consolidação da chamada "escala 6x1": o empregado trabalha 6 dias na semana (por exemplo, de segunda a sábado) e descansa 1 dia (preferencialmente no domingo).
🏪 Essa escala é muito comum no comércio, em serviços e na indústria, podendo variar conforme acordos e convenções coletivas, desde que respeitado o teto de 44 horas semanais.
✅ Até que novas leis sejam aprovadas e entrem em vigor, essa continua sendo a regra oficial em todo o país.
📌 O QUE ESTÁ SENDO PROPOSTO EM 2026?
🏛️ 🏛️ Tramita no Congresso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 148/2015, que prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, a garantia de dois dias de descanso semanal remunerado e a proibição de qualquer redução salarial nominal por causa dessa redução de jornada.
📜 Além do projeto de lei, tramitam propostas de emenda à Constituição que discutem jornadas ainda menores (36 horas semanais) e modelos como o 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso).
🤝 O acordo político atual entre governo e Câmara foi construído em torno das 40 horas semanais e da escala 5x2.
📌 O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA O TRABALHADOR?
👩💼 Se a mudança for aprovada, o trabalhador passará a ter direito a dois dias de descanso semanal, o que pode significar mais tempo com a família, maior possibilidade de lazer e uma expectativa de redução do desgaste físico e mental causado por jornadas longas e poucos dias de folga.
⚠️ Por outro lado, a reorganização da jornada pode impactar o pagamento de horas extras, as escalas de fim de semana e a forma como o trabalhador organiza sua vida. 💸 Isso afeta especialmente quem hoje complementa a renda com horas extraordinárias habituais.
📢 O discurso oficial do governo insiste que não haverá redução de salário, justamente para evitar perda de renda com a diminuição das horas de trabalho.
📌 COMO FICARÃO AS ESCALAS DE DOMINGO E FERIADO?
📅 A proposta do governo prevê dois dias consecutivos de descanso semanal, preferencialmente aos sábados e aos domingos.
⚙️ Também reforça o papel das convenções e acordos coletivos para ajustar a realidade de setores que funcionam em regime contínuo, como comércio, saúde, transporte e outros serviços essenciais.
🔄 O trabalho aos domingos e feriados deve continuar existindo em muitos setores, porém com mais folgas distribuídas na semana ou no mês.
✅ Tudo isso deve respeitar a nova jornada e o descanso mínimo previstos em lei e em norma coletiva.
❓ Ainda há dúvidas sobre se haverá mudança no valor das horas extras e se o empregador poderá mudar a jornada de forma unilateral ou terá de negociar por acordo ou convenção coletiva.
📌 Esses detalhes deverão ser esclarecidos no próprio texto da nova lei e nas negociações coletivas de cada categoria.
📚 Por isso, é importante acompanhar a tramitação e buscar orientação jurídica sempre que necessário.
Publicado por: Dra. Thalita S. A. Durans Leal, Advogada OAB/RJ nº 272295.
Este artigo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui consultoria ou parecer jurídico. As informações aqui contidas não se aplicam a casos concretos e não devem ser utilizadas como base para a tomada de decisões sem a orientação de um advogado qualificado.